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Música

Thiago Hoover, guitarrista da banda Mamelungos fala do novo disco “Esse é o nosso mundo”

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Credito Fotos: Bruno Guerra

 

A ideia de formar a banda surgiu com a intenção de fazer algo singular, e essa tarefa começou pelo próprio nome.  Os integrantes misturaram três termos que caracterizam a cultura e a miscigenação nordestina: “mamulengo”, que é um boneco de mão do nosso folclore, tipo uma marionete; “mameluco” é uma das misturas étnicas do Brasil; e “malungo” é um termo disseminado pelo querido Chico Science e que significado “parceiro”. Disso tudo, surgiu o nome “Mamelungos”.

A banda está divulgando o novo trabalho “Esse é o nosso mundo”, que é o segundo de sua discografia, e que conta com 11 músicas autorais. Nós entrevistamos o Thiago Hoover, guitarrista da banda, sobre o disco e sobre a carreira como um todo.

 

Em release, vocês disseram serem uma mistura da música regional do nordeste com a música universal. Como vocês relacionam isso no trabalho da banda?

Nascemos em Recife, uma cidade mágica e muito rica culturalmente. É impossível não ter alguma influência do Maracatu, côco, ciranda, caboclinho, baião, e todas as ramificações de cada som desses. Está no sangue! Tentamos colocar tudo isso nos nossos arranjos, misturando bem como nossas personalidades e gostos musicais que já são bem diferentes, samba, rock, reggae… tudo misturado. A Mamelungos nunca teve rótulo ou estilo dominante, é de fato uma síntese das influências musicais de cada integrante, nossa característica é a pluralidade.

 

A banda foi formada em 2009. O que mudou daquele tempo pra hoje?

A Banda começou como um sonho, uma vontade de todos de unir nossa música e poesia como uma banda. Hoje significa muito trabalho e resistência.  Nos consideramos mais homogêneos que antes, o som como uma unidade, na distribuição dos trabalhos fora do palco também é assim.

 

Vocês participaram de festivais importantes como “Abril pro Rock” e “Festival MPB”, e indicação ao “Prêmio da Música Brasileira” (2012). O que isso ajudou na popularidade do grupo?

Sinceramente, não temos muita noção. Sempre seguimos em frente com passos curtos, porém contínuos e ritmados. Sempre fazemos amizades e procuramos tratar todos com respeito por onde passamos. Tocar nos festivais e ter sido indicado ao Prêmio da Música Brasileira é consequência do nosso trabalho e ficamos muito felizes e orgulhosos por achar que estamos no caminho certo. Esperamos que continuar tocando nesses festivais dê de fato em uma maior visibilidade para que nosso som alcance ainda mais pessoas.

 

 

Nesta fase, vocês fizeram composições em conjunto. Como aconteceu isso? O que inspirou e inspira a banda Mamelungos?

Foi algo que aconteceu naturalmente, nós compomos para a vida, inspirados em coisas reais ou em vontades. Sempre fizemos separadamente por uma questão natural. Com tempo e oportunidade, sentimos vontade de fazer algo junto. Durante a pré produção do disco, compomos juntos a faixa LA LUNE. A idéia partiu de PEU LIMA que até então não protagonizava nenhuma musica. Gostamos tanto dessa faixa que ela se tornou a primeira do álbum.

 

Sobre o novo disco… “Esse é o nosso mundo”, segundo disco da banda, surgiu de novas aprendizagens e experimentações. Que aprendizados e experimentações foram essas?

Acho que o que marcou esse disco foi o fato de ter um produtor. Chamamos CHINA para dar o “olhar de fora” e isso fez toda a diferença. Passávamos muito tempo pra decidir as coisas, só nós quatro, sabe como é, né? Muitas cabeças, muitas opções, muitas indecisões. China chegou pra desempatar, para polir, para somar com sua experiência. O disco tem uma pegada mais “pop”, no sentido que é facilmente digerida por aqueles que se dispõem a ouvir. Está mais universal, digamos assim.

 

O novo trabalho trás 11 músicas autorais. Poeticamente e musicalmente, que mensagem o disco crava na sociedade e nas pessoas?

Na minha opinião é um disco de auto conhecimento, cada faixa fala sobre como nos posicionamos em relação a algo, de La Lune `a Varanda colocamos nosso ponto de vista como humanos, errantes, lutadores, sonhadores. O amor  está bem presente nas letras, mas falamos vários outros assuntos interessantes. De amor próprio em Solitude, crítica social em Varanda, ou uma boa analogia secreta em Xícaras Cheias. Uma música para cada momento.

 

Segundo Lula Queiroga, o disco “Esse é o nosso mundo”, transita por vários estilos musicais. Certamente, isso foi algo intencional. Como surgiu a ideia de misturar tantas ideias musicais num só álbum?

Desde o primeiro álbum nós brincamos disso, simplesmente não dá pra ser diferente! Rs. Os estilos chegam pra nós pela amplitude do que ouvimos. As músicas são vivas, nos permitimos ouvi-las e tentar achar a roupa certa pra elas, às vezes a música nasce diferente como “Deixe de Gostar”, que era um rock beeeeeem pesado e passou a ser um Surf Music ou “Tudo que eu Fiz” que era uma balada e virou um Reggae Power. Não nos prendemos em estilo, o mundo é muito grande, somos híbridos como nosso som, mutantes, humanos.

 

Curiosidades sobre a banda:

Gravamos o disco uma parte em São Paulo e outra em Recife. Este custou dez vezes mais do que o primeiro! Rs…

Antes da Mamelungos já tocávamos juntos em outros projetos, então decidimos gravar nossas composições e seguir como uma banda de música autoral e independente.

Começamos tocando num bar em Recife, dando apoio a um projeto sócio-ambiental que ajudava a retirar lixo do rio.

Em 2016 fizemos nossos primeiros shows internacionais! Foram nas cidades de Sacramento e Nevada City, ambos no Estado americano da Califórnia.

 

 

 

 

 

 

 

Idealizador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Viciadíssimo em música brasileira. Apaixonado pelo Brasil e pelos seus grandes artistas.

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