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Música

“Não precisa de guerra para terminar alguma coisa”, diz Samuel Rosa sobre pausa da Skank

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(Fonte da foto: istoe.com.br)

 

Em 1991, na capital mineira, estava surgindo a Skank, banda que revolucionou o rock brasileiro, atentando a outros artistas influências do que estava emergindo na música internacional. Despontado em rádios e toca CDs do Brasil, na mídia e palcos de países mundo afora, o grupo que desde o início carrega a mesma formação, entristeceu ontem (03) os fãs ao anunciar o “fim” das atividades, com a turnê “30 Anos” como festa de despedida que vai percorrer o Brasil.

O anunciou, claro, causou polêmicas e lágrimas, e foi uma surpresa para todos. Para Mauro Ferreira, colunista do G1, “Samuel Rosa acerta ao tirar Skank de cena antes que banda vire clone de si mesma”, como diz no título da reportagem em que cita a banda Titãs como exemplo do que poderia acontecer com a Skank.

O jornalista termina sua crítica um tanto conturbadora com sua visão pessoal: “Samuel Rosa dá exemplo de honestidade e faz o Skank sair de cena sem manchar o nome do grupo na história do pop brasileiro. Merece aplausos de pé tanto pela atitude quanto pela trajetória do Skank.”

 

“Algo Parecido”, lançado em 2018 foi o último sucesso da banda

 

NÃO HÁ GUERRA!

Por meio da assessoria de imprensa, a banda mineira esclareceu alguns pontos em relação a essa pausa, que sugere que não houve brigas e nem nada que pesasse para essa decisão. No texto, Samuel Rosa afirma com sábias palavras que “Não precisa nem da decadência, nem da guerra para terminar alguma coisa”.

Samuel Rosa (voz e guitarra), Lelo Zaneti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferretti (bateria) compõem a formação original e atual da banda, o que explica a necessidade de renovação dos integrantes. No comunicado a imprensa, o tecladista diz “É um grande desafio pessoal para cada um. Pode ser extremamente saudável nos reinventarmos, tentarmos coisas diferentes, ter esse espaço para liberdade criativa”.

(O single “Garota Nacional” foi um sucesso monstruoso no Brasil e liderou a parada espanhola – em sua versão original, em português – por inacreditáveis três meses)

Para Samuel Rosa, a explicação é a mesma. “(Chegou a hora de) Cada um olhar para si. É hora de experimentarmos, ainda que demos com os burros n´água. Quero me testar fora do Skank, me ver em um círculo de músicos fora do que sempre transitamos. Há muito ainda a descobrir”, diz o frontman da banda.

Em comentários leigos pela internet, muito se diz em “Se as bandas não falarem de bunda, todas elas vão falir”. Tal pensamento não deixa de ter certo fundamento, porém, esse raciocínio não se aplica a Skank. Uma boa prova disso é que o grupo, ainda neste ano, teve a proeza de apenas em São Paulo, lotar quatro das maiores casas de shows da cidade com a turnê “Os Três Primeiros”, o que aconteceu também no Rio de Janeiro, em Curitiba, Salvador e Belo Horizonte.

Por fim, posso dizer que para uma banda clássica, nunca há um fim.

 


 

Reportagem de Matheus Luzi

 

 

 

 

 

Idealizador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Viciadíssimo em música brasileira. Apaixonado pelo Brasil e pelos seus grandes artistas.

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