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Entrevista

[ENTREVISTA] A natureza artística da cantora e compositora Mauren McGee

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(Arquivo pessoal)

 

Mauren McGee, cantora, compositora e artista plástica nascida no Rio de Janeiro e criada no mundo, filha de um americano com uma uruguaia, desde cedo apresentava fortes conexões com a arte, passando por Seattle, Brasilia, NYC, Galicia e Los Angeles.

Por 2 anos morou em Brasília, a capital do Rock n Roll, onde estudou canto lírico com Janette Dornellas, primeira parceira musical da Cassia Eller. Lá Montou a primeira banda de punk rock composta apenas por mulheres, com a qual realizou algumas turnês em Goiás, Goiânia e Rio de Janeiro.

No Rio de Janeiro, montou a banda McGee & The Lost Hope , com quem fez turnês em 2017 no Estado do RJ, interior de SP, e em 2018 nos Estados Unidos, por 19 cidades da West Coast, NY, Detroit e Canadá. Morou 1 ano em NY, estudando Jazz, cantando Bossa Nova em importantes bares e tocando com a banda McGee & The Lost Hope.

Atualmente a cantora reside em São Paulo, onde já iniciou o projeto de produção das primeiras músicas da carreira solo em parceria com o produtor Pedro Penna(Estúdio Toca) e com a gravadora independente Canil Records. Sua primeira amostra é o single “Doces Sortidos”. A balada, que carrega elementos do rock nacional eternizado por Rita Lee e Cazuza.

Seu último lançamento foi no dia 19 de Junho com a música “Jazz & Joints’’, primeira produção original da Canil Records. A música tem uma pegada retrô, jazzy bossa nova, com uma vibe do começo da carreira de Elis Regina nos anos 60. Composta apenas por piana, baixo acústico e vocal. Mauren desenvolveu uma técnica única de cantar com dois microfones, um normal e outro com efeito de delay, o que dá toda a originalidade para as performances da cantora.

Seu próximo single a ser lançado será “Howlling to the moon” em parceria com a cantora norte americana de Nashville, Lovetta. A canção é em português e inglês e fala sobre o empoderamento da mulher na sociedade atual, e de suas magias ocultas.

Fora a parceria com a cantora de Nashville, Mauren lançará uma música em parceria com o rapper Edi Rock, integrante do grupo paulistano Os Racionais.

 

 

Matheus Luzi – Para começarmos, seria muito legal você nos contar como iniciou sua vida na arte, na música…

Mauren McGee – Eu sempre tive a arte muito perto de mim. Minha mãe era cantora de ópera, cantava em igrejas, e sempre me levava pequenininha para as aulas de canto dela porque não tinha com quem me deixar. Meu pai também costumava tocar violão e gaita em casa, então a música foi algo que sempre foi muito presente na minha vida desde que eu nasci.

 

Matheus Luzi – Como você mesmo diz, é natural do Rio de Janeiro, porém, criado no mundo. Assim como já citamos na introdução dessa entrevista, você ter passado por tantos lugares e ter pais de diferentes nacionalidades, acrescentou quanto na sua arte?

Mauren McGee – Com certeza! Viajo sozinha desde os meus 5 anos de idade para visitar meu pai nos Estados Unidos. O olhar de uma criança já é de muita curiosidade pelo mundo, então imagina como é para uma criança crescer em diversas culturas diferentes né? Sempre conhecendo coisas novas, lugares novos, naturezas completamente distintas, cultura e arte de diversas nacionalidades. Acho que isso com certeza contribuiu pro meu olhar hoje, que é bastante eclético e diversificado.

 

Matheus Luzi – Você fez aula de canto com Janette Dornellas, primeira parceira musical da Cassia Eller. Como foi essa experiência?

Mauren McGee – Maravilhoso! Fazer aula com ela foi com certeza um grande marco na minha carreira como cantora. Em Brasília, na época eu cantava em uma banda de punk rock só de mulheres, então focamos muito na imposição da voz da maneira certa. Minha voz era uma antes e outra completamente diferente e mais potente depois da Janette! [Haha]. Até hoje quando estou no palco me vem a voz dela na cabeça, durante as aulas “Cuidado, não é daí que tem que vir a voz, é daqui”.

 

“O olhar de uma criança já é de muita curiosidade pelo mundo, então imagina como é para uma criança crescer em diversas culturas diferentes?”

 

 

Matheus Luzi – Você fez parte de uma banda de punk rock composta apenas por mulheres, e depois, tocou com a banda McGee & The Lost Hope. O que essa fase representa para sua carreira?

Mauren McGee – A banda só com mulheres, a The Runaways Tribute (começamos com um tributo a The Runaways e depois começamos a produzir som autoral.) foi a minha primeira banda profissional né, onde eu aprendi a ser cantora de rock, a me empoderar como mulher no palco, ser minha própria produtora e gestora. Com essa banda e junto com as meninas aprendi a enfrentar de frente o machismo que era MUITO, e mostrar que lugar de mulher é onde ela quer estar e do jeito que ela bem entender. Foi um trabalho de desconstrução bem intenso, até porque um dos nossos principais públicos eram motoclubes.

Com a McGee & The Lost Hope já foi um voo mais livre e maduro. Com composições que diziam muito sobre mim, sobre a forma que eu vejo o mundo em todos os sentidos. Viajamos muito, tocamos para vários tipos de pessoas do mundo todo. Fizemos uma turnê na West Coast dos Estado Unidos durante 1 mês, passando por mais de 18 estados. Essa sim foi uma experiência que vai ficar guardada para sempre! Foi um teste de que tudo é possível nessa carreira de música” [Haha]. Fora a troca incrível que tivemos com a galera de cada lugar.

Depois disso nos firmamos em NYC e continuamos tocando por bastante tempo lá, até que a banda deu uma pausa nos trabalhos e eu voltei para o Brasil para focar na minha carreira solo.

 

Matheus Luzi – E agora em carreira solo, o que você tem a dizer? Quais os planos? Quais os caminhos que você vem trilhando?

Mauren McGee – Agora estou em São Paulo, no processo de produção do meu novo álbum junto com o produtor Pedro Penna e a gravadora Canil Records. Há duas semanas lancei um single, “Jazz & Joints”, em parceria com a Canil, que foi a primeira produção original deles. Um som bem retrô jazzy anos 60. Só voz, piano e baixo acústico. O que para mim foi ótimo de fazer e por em prática todo o meu estudo vocal de Jazz que fiz em New York. Foi um desafio incrível!

A partir do mês que vem já começo a soltar os singles do meu novo álbum, e a primeira música será a “Howlling to the moon” que vai ser um feat com a cantora Lovetta, de Nashville USA. A música será cantada em português e inglês, e fala sobre a mulher loba, que renasce das cinzas e uiva para a lua.

Depois tem também uma música pronta, que só falta gravar o clipe que será um feat com o rapper Edi Rock, integrante do grupo Os Racionais.

E depois mais muitas outras novidades! Estou muito feliz com o trabalho que estamos fazendo, e realizada por estar traçando o meu caminho como cantora e compositora mais independente.

 

 

Matheus Luzi – Qual mensagem, musicalmente e poeticamente, você passa ao público?

Mauren McGee – A maioria das músicas que escrevo falam sobre o lado oculto e mágico da vida, que passa despercebido por muita gente por conta da loucura que vivemos no dia-dia, com a rotina, trabalho, vida automática etc. A beleza que é olhar para um céu estrelado e se conectar com o universo, conseguir se escutar, perceber que somos livres para fazermos o que bem entendemos e da forma que quisermos, pois existe um mundo enorme lá fora cheio de possibilidades. Não devemos ter medo do desconhecido, do novo, pois é saindo da zona de conforto que a vida acontece de verdade, e eu vivi isso e até hoje vivo. E claro, falo muito sobre o empoderamento feminino na sociedade de hoje, e toda a beleza que é ser mulher.

 

Matheus Luzi – Em sua trajetória, acredito que você tem muitas histórias e curiosidades para nos contar. Teria alguma que foi mais marcante?

Mauren McGee – Acho que uma das histórias que mais marcaram a minha trajetória como cantora até hoje, foi a turnê que fiz nos Estados Unidos por 1 mês. Foram mais de 16 estados da West coast, cantando todos os dias, dormindo em lugares inusitados, horas e horas de estrada, a convivência intensa com a banda e as novas amizades que fizemos durante toda essa viagem. Foi um marco no sentido de superar limites. Me fortaleci muito como cantora depois dessa experiência, tanto fisicamente como mentalmente.

 

 

Idealizador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Viciadíssimo em música brasileira. Apaixonado pelo Brasil e pelos seus grandes artistas.

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