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Música

[ENTREVISTA] Raphael Costa lança DIAMANTE HORTELÃ, com produção do próprio músico em parceria com Marcelo Jeneci

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Ser compositor, é geralmente colocar suas vivências em uma música. Mas em DIAMANTE HORTELÃ, isso aconteceu de forma escancarada. No álbum, o cantor e compositor pernambucano, Raphael Costa trouxe nas 11 faixas autorais e inéditas uma síntese do que tem vivido nos últimos anos, como o nascimento de filha Iná e, em seguida, a morte de seu pai Ricardo Jorge, entre outros fatores. Além disso, na última década, o músico tem desenvolvido muitos trabalhos, o que está expresso nesse que é seu primeiro álbum.

Em DIAMANTE HORTELÃ, Raphael contou com a produção de um dos grandes nomes da música brasileira atual, Marcelo Jeneci, que trouxe para o álbum a sanfona, o piano e teclados, além de emprestar sua voz em um dueto na canção TEMPOS ASSIM. “Raphael Costa é um grande compositor. Um artista pernambucano que eu admiro muito. E de tanta admiração pelas músicas dele, pelo faro poético, pela vibração poética em que ele vive e pela doçura, se tornou um grande amigo. A gente não teve nenhuma hesitação na hora de trabalhar junto neste álbum”, diz Jeneci.

O álbum foi produzido no Estúdio Totem, em Fortaleza, pelo próprio Raphael Costa com o já mencionado Marcelo Jeneci.

 

 

De uma maneira clara e resumida, explique o conceito do nome do álbum, e também o conceito dele como um todo.

DIAMANTE HORTELÃ não é um lugar onde se chega, não é algo que se possa enxergar ou ouvir a partir de um ponto de vista já dado, específico, único. Antes é ele alimentado pela fusão incessante de ideias, formas, valores, potências, energias. É feito de matéria de sonho, como um vislumbre, como uma miragem. DIAMANTE HORTELÃ é a redução e a soma de elementos que se buscam e se repelem, que vivem e que morrem para renascerem em corpo de canção.

 

Quais são as mensagens poéticas e musicais no álbum?

O disco foi criado como uma obra em movimento, mar aberto. Suas canções são embebidas em liberdade. Esta característica, a meu ver, é um de seus símbolos e conduz o trabalho.

 

Quais foram esses inúmeros trabalhos que você desenvolveu na última década, e que tanto acrescentaram ao álbum?

Subo no palco por um motivo ou por outro há mais de 15 anos. A música, generosa que é, tem me guiado pelos caminhos e me levado a encontros. Gravações, shows, composições são trabalhos que iluminaram a estrada até a chegada do Diamante Hortelã. Também posso citar aqui a Casa de Seu Jorge ambiente que criei com o meu pai no Recife para se ouvir música. Lá produzimos mais de 400 shows e eles ainda reverberam em mim.

 

O seu trabalho na A Casa de Seu Jorge, influenciou em quanto o resultado final de DIAMANTE HORTELÃ?

A Casa de Seu Jorge é parte de mim. A minha vida é de certo modo refletida na Casa de Seu Jorge, no DIAMANTE HORTELÃ, nos projetos que desenvolvo. Não embarco em trabalhos onde eu não queira estar. Quando se vive a experiência de abrir as portas de casa para pessoas, para receber shows em sua sala, como aferir de maneira precisa o impacto dessas vivências na vida? Uma coisa eu sei: a Casa de Seu Jorge está no DIAMANTE HORTELÃ e vice-versa.

 

Como foi ter a produção de Marcelo Jeneci no álbum e sua participação vocal em TEMPOS ASSIM?

Jeneci é gente bonita. Gente interessada, gente que ouve. Somos amigos há muitos anos e a nossa parceria é uma dança. A própria ideia da concepção deste trabalho já veio grávida de nossa amizade. Foi natural que ele o produzisse, rio correndo para o mar. É um privilégio dividir sonhos, cantar e tocar a vida com ele por perto.

 

Pelo o que vi, o trabalho contou com uma equipe grande na gravação. Como foi isso para você?

Trago em mim com alegria os dias de feitura do DIAMANTE HORTELÃ. Estive cercado por amigos que conhecem a minha música pelo lado de dentro e sinto que as canções foram todas atravessadas pelos seus olhares. Fazer um disco pode ser uma grande celebração à vida, uma grande ciranda, e felizmente foi assim neste álbum.   

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

Quando ouço o disco invariavelmente penso no nascimento da minha primeira filha, Iná, e na morte do meu pai, Ricardo Jorge. A chegada e a partida aconteceram durante as gravações. Ambas me colocaram dentro de grandes forças do universo e me ensinam com beleza. 

 

Fique à vontade para falar o que quiser.  

#elenão #elenunca

 

 

 

 

 

 

 

Idealizador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Viciadíssimo em música brasileira. Apaixonado pelo Brasil e pelos seus grandes artistas.

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