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Música

Entre Portugal e Brasil, Zé Vito lança o álbum “Além Mar”, produzido por ele mesmo

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(Créditos: Adriano Fagundes)

 

Vivendo em Portugal desde 2017, o músico Zé Vito presenteia o público com o álbum “Além Mar”, uma mistura de funk, reggae e outros ritmos afrodescendentes. Tudo isso em um ambiente indie e que traz a tona as novidades da MPB.

O trabalho foi gravado entre o Brasil e Portugal, e é o próprio Zé Vito que assina as composições e a produção. No álbum, está presente o cantor brasileiro Wado, na faixa “Para Anthony Bourdain”, o rapper Alexandre Francisco Diaphra em “Desordem” e o fadista Marco Oliveira em “Cada Um Com Sua Crença”.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com Zé Vito,sobre o álbum “Além Mar”.

 

 

O que você acredita que este que é o seu quarto álbum solo, tem de especial em relação aos anteriores?

Acho que esse disco é mais maduro em todos os sentidos. Ele foi feito com mais cuidado e clareza. Com o tempo você passa a ver as coisas de forma mais clara, a vivencia no estúdio e no palco te trazem maturidade, e acho que esse disco demonstra isso. Ele também tem um ar de mudança, foi e está sendo um momento de transição para mim, e isso fica evidente nas músicas.

 

Como foi para você a experiência de ter produzido e composto as faixas do disco?

Foi maravilhoso. Eu sempre faço uma pró produção dos discos sozinho. Vou para o estúdio e gravo todos os instrumentos de todas as músicas, depois apresento pra banda e eles colocam suas impressões. Quando chegou a hora de gravar, estava tudo já bem definido devido a essa pré produção. Gravamos o disco todo praticamente em 2 dias, tempo recorde. Alguns complementos foram feitos depois, mas 80% do disco foi feito nesse ritmo. A parte de Portugal entrou depois.

 

Como foram os momentos de gravação, já que o álbum foi gravado entre Brasil e Portugal?

Foram ótimos momentos. Dividi a gravação em 3 etapas: bases, vozes e overdubs. As bases foram feitas em 1 dia, vozes em outro. Os complementos foram gravados em Lisboa e alguns no Rio. Uma das músicas foi feita inteira aqui em Lisboa, a parceria com o Wado “Para Anthony Bourdain”. Essa faixa foi toda produzida aqui.

 

A musicalidade do disco teria alguma definição?

Acho que é um disco funk/afrobeat/mpb…talvez algo por aí.

 

Você pensou em algum conceito para a criação de “Além mar”?

Eu tentei expor os temas com mais clareza e tentei passar as mensagens das letras de forma mais direta. Muitas das minhas músicas são feitas em cima de poemas, e isso as vezes faz com que as letras não transmitam a mensagem de forma tão direta, é preciso algum tempo até entender. 

 

“Além mar” pode ser considerado um álbum com influências portuguesas?

De certa forma sim. Eu ouço muita música portuguesa, vivo aqui, convivo com músicos portugueses. É natural ser influenciado por isso.

A música portuguesa é linda, tanto o fado quanto a música pop, o rap. Hoje eu estou gostando mais de ouvir rap português do que rap brasileiro, fica demais ouvir os caras cantando com sotaque português.

 

Você tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o trabalho?

Foi engraçado o dia de gravar vozes. Eu não me considero um grande cantor, me sinto mais guitarrista e compositor. Na hora de gravar vozes eu não fico perdendo muito tempo como a maioria das pessoas, sou bem direto. Gravei 11 faixas com backing vocals em 5 horas! Os caras do estúdio não acreditaram no tempo ficaram falando disso o resto do ano. Virou um sinônimo de rapidez…gravar “estilo Zé Vito”. (Risos)

Também foi legal a participação do Diaphra, rapper português na faixa “Desordem”. 

Ele veio aqui em casa, passamos a tarde escrevendo juntos e gravamos o track da voz dele mais uns 2 tracks de backing vocals. O disco já estava pronto e só faltava a voz dele. O Martin, coprodutor e engenheiro de som que mixou e masterizou estava saindo de viagem e precisava dos tracks com urgência para incluir na faixa que já estava pronta. No dia seguinte o Diaphra me ligou e disse que tinha regravado em casa, que tinha ficado melhor e tinha acrescentado “alguns backing vocals”…em seguida ele me manda 22 tracks pra eu incluir na faixa. Eram backing vocals doidos que não acabavam mais, mas que fizeram toa a diferença na faixa. O Martin ficou louco! É uma das músicas que eu mais gosto no disco. Ela vai ganhar um clipe.

 

 

 

 

Idealizador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Viciadíssimo em música brasileira. Apaixonado pelo Brasil e pelos seus grandes artistas.

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