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Cinema

Em entrevista, o ator mirim Nicolas Cruz comenta sua carreira no mundo da atuação

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(Foto: Benhur Santi)

 

Com apenas 12 anos de idade, o currículo de Nicolas Cruz é impressionante. Muitas vezes até mais extenso que de artistas adultos.

Nicolas já fez trabalhos publicitários, trabalhou na TV, no Cinema, no Teatro e está encarando os desafios de ser dublador. Seu currículo também inclui trabalhos da Disney.

Atualmente, o jovem artista foi convidado para dublar John Banks, importante personagem do filme da Disney “O Retorno de Mary Poppins”.

Nicolas chamou nossa atenção, e por isso, batemos um papo com ele a respeito de sua carreira, desafios, e planos para o futuro. Abaixo, você confere essa entrevista e ainda assiste a alguns trabalhos na qual Nicolas atuou. 

 

 

Você está atualmente com 12 anos, certo? O que você tem de bagagem dentro do meio artístico desde que começou a trabalhar nesses caminhos? 

Eu já trabalhei bastante (risos)! Comecei cedo, fiz muita publicidade, gravei a série “Buuu – Um Chamado para Aventura” do canal Gloob, fiz uma participação em “Chiquititas”, fiz o filme “Ponte Aérea” e “Pluft o Fantasminha 3D”, com estreia prevista para este ano. Também fiz alguns musicais, como “Nine – Um Musical Felliano” da Moeller Botelho, “Les Misérables” da T4F, “A Noviça Rebelde” do Atelier da Cultura com a Moeller Botelho entre outros… No total já fiz 5 musicais. Gravei a série “Escola de Gênios”, também do canal Gloob e faço muita dublagem, entre alguns personagens que dublo estão o Jonah Beck da série “Andi Mack” (Disney Channel), Menino Gato da série “PJ Masks” (Disney Channel), John Banks do filme “O Retorno de Mary Poppins”, entre outros. 

 

Que tipo de trabalho você está fazendo recentemente?  

Eu acabei de gravar a série “Escola de Gênios” do Gloob (Quarta temporada), também dublei o filme da Disney “O Retorno de Mary Poppins” recentemente. 

 

https://www.youtube.com/watch?v=X8y4hEYAoXM

 

Como entrou para o universo da arte? Com que idade isso aconteceu? 

Graças aos meus pais eu comecei cedo, com 2 anos eu já fazia campanhas publicitárias. Aos 5, fiz minha estreia no teatro musical, em “A Galinha Pintadinha – O Musical”. Dali pra cá não parei mais, já fiz séries, novela, filmes e vários musicais. Sou grato por ter tido ótimas oportunidades e ter um bom currículo com tão pouca idade. 

 

Você trabalhou muito no teatro e na TV. Qual desses você mais gosta de fazer? 

É difícil escolher. São coisas diferentes mas ambas muito legais. O teatro é vivo, é emocionante receber a resposta do público ali na hora, a sensação de estar no palco é insubstituível. Mas a TV traz uma visibilidade maior do meu trabalho, isso cria novas oportunidades e propostas. Cinema por exemplo é muito legal de fazer, tem que mergulhar de cabeça na história e personagem, é um intensivão maravilhoso! 

 

 

Trabalhar com dublagem é muito interessante. Explique para os nossos leitores como é o processo de uma dublagem. 

O processo de dublagem exige muita atenção porque as falas precisam encaixar certinho na boca dos atores, então tem um “timing” que a gente precisa seguir e tudo isso com entusiasmo e dando a intenção da cena, muitas vezes precisa de adaptações para encaixar e ficar natural. 

A voz transmite toda emoção da personagem e da cena, então é um trabalho muito importante e sério e ao mesmo tempo, muito divertido. Você pode criar uma voz ou um estilo de fala de acordo com a personagem. 

Quais são seus planos para o futuro? 

Eu quero continuar atuando e dublando. Adoro teatro musical e tenho grandes expectativas nesse sentido. Pretendo estudar muito e me aperfeiçoar bastante para corresponder ao mercado que em 20 anos, estará mais exigente com certeza!

 

 

Você tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o seu trabalho como artista? 

Sim, nesses anos já aconteceram muitas coisas interessantes. O último filme que gravei, “Pluft, O Fantasminha”, será o primeiro filme brasileiro em 3D e para ficar mais real as cenas dos fantasmas foram gravadas embaixo d´água, assim podíamos fazer os vôos e piruetas sem necessidade de um cabo de aço. Eu faço o Pluft, então eu tinha muita cena submersa. Fiz aula de mergulho e apneia. Gravei em uma piscina de 6 metros de profundidade, isso tudo com figurino, maquiagem, cabelo, luz, tudo submerso mesmo. Tinha uma equipe de mergulho para dar todo respaldo, mas eu tinha que atuar embaixo d´água mesmo, sem oxigênio e só depois da cena, eu usava o respirador. Foi com certeza o trabalho mais interessante e desafiador que já fiz. Não vejo a hora de ver o resultado nos cinemas! 

 

Fique à vontade para falar algo que eu não perguntei e que você gostaria de ter dito. 

Obrigado pela chance de falar do meu trabalho e por quererem me conhecer! 

Ser ator é muito legal gente, queria dizer isso! Eu posso ser um menino de rua que luta pelos ideais do seu povo (Gavroche de “Les Misérables”) em um dia, e um fantasma que voa e se aventura pelo mundo (Pluft), em outro. Atuando eu conheço o mundo e me conheço melhor. Faço amigos novos a cada trabalho, conheço lugares e culturas diferentes. O trabalho do ator quase sempre é reconhecido e aplaudido, diferente de outras profissões. Sou muito feliz por estar nesse meio e ter a chance de fazer o que gosto! 

 

 

 

 

 

 

 

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