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Música

Chris Fuscaldo discute gêneros no animado clipe de MINHA MENINA, NÃO

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VidÈo clip ‘Essa menina n„o” de Chris Fuscaldo
DireÁ„o: Ceci Alves
Foto: ElÛi CorrÍa

 

Transformar-se parte de nossas pulsões e desejos. Os mesmos desejos que nos conecta, esta força que nos move e às vezes nos compele uns aos outros tem a célula da (re/des)construção. Trazer a força trans para o videoclipe MINHA MENINA, NÃO, da cantora e compositora fluminense Chris Fuscaldo tem a ver com isso: desejo, voz, força, transformação. Ao se travestir de drag king – fazendo uma releitura do personagem Caio Roberto Emanoel Belsetto, criação da artista baiana Ingridy Carvalho, responsável também pela caracterização e maquiagem –, Chris presta uma homenagem a este lugar de fala, borrando as fronteiras mais óbvias entre masculinidade e feminilidade para buscar, a partir daí, um reforço à letra da música, que apela para um feminino potente, que não verga e se posiciona em seu lugar de escolhas e de força.

Também no clipe, o ator Herbert Silva Leão, paulista radicado há quatro anos na Bahia, revive sua personagem, a drag queen Lility Buck, maquiado e caracterizado pela artista trans baiana Jenny Müller. Herbert segue em rumo de uma significativa experiência como ator: a personagem que ele apresenta neste clipe tem 13 anos de existência, e também foi criada para discutir de forma alegórica, mais presente, os papéis de gênero com os quais ele e todos nós temos que conviver: masculino-viril-andrógino-afeminado-feminino-ativo-passivo… todas essas binaridades, que deveriam ser lâmina e não ponta de lança. Deveriam ser amálgama, e não divisão.

 

 

(Texto da assessoria de imprensa)

 

 

 

 

Idealizador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Viciadíssimo em música brasileira. Apaixonado pelo Brasil e pelos seus grandes artistas.

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