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Música

Biografia de João Gordo – histórias e causos sobre o artista

Matheus Luzi

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“As pessoas têm uma visão muito besta sobre mim. Elas acham que eu sou um louco, troglodita, ignorante. E sou um cara normal. Não normal, digamos, mas sou um pai de família, um senhor de 52 anos. E as pessoas não têm essa consciência, acham que eu sou um drogado louco que mora na Cracolândia. E eu sou muito mais gente do que muito cristão por aí“, diz João Gordo que acaba de lançar o livro biográfico “João Gordo – Viva la vida tosca” escrito em parceria com o jornalista André Barcinski, que já escreveu outra biografia sobre a banda Sepultura.

“Foi difícil condensar tantos anos de doidera. Puta vida retardada”, foi a frase de João Gordo que mais expressou os anos relatados no livro, que conta desde sua infância, passando pela banda Ratos de Porão, o uso de drogas, histórias peculiares como o encontro com Kurt Cobain e também com Courtney love, até chegar no alternativo apresentador de televisão.

“A minha preocupação maior foi manter a verve do João. Porque ele fala de uma maneira muito particular e envolvente, tem umas frases perfeitas, do começo ao fim”. Contou o jornalista que escreveu a biografia em primeira pessoa, na intenção de mostrar a real “performance e expressão” do músico.

No livro, João gordo conta sua vivência com seu pai – policial linha dura da ditadura – que o espancava e influenciou fortemente em sua escolha pelo punk rock.

“Mas teve umas paradas que eu comecei a ficar deprimido de lembrar. Coisas da minha infância… Que não são engraçadas.”.

Como João não se recordava de muitas histórias, André teve que entrevistar mais de 10 pessoas, entre elas, familiares e amigos do artista, o que resultou num material muito completo e repleto de curiosidades.

“A história do fechamento do Circo Voador (durante um show do RDP em 1996), por exemplo, ele lembrava muito pouco. Depois eu descrevi para ele e aí as coisas começaram a voltar”, contou o jornalista.

No livro, muita coisa ficou por debaixo dos panos à pedido do próprio João.

“É lógico que a gente sempre tem uns esqueletos no armário que não quer colocar na roda. E muito menos ficar dando nome aos bois, vai que as pessoas se invoquem e te mandam um processo. Então tem uns nomes trocados para não dar problemas”.

A ideia de fazer um livro sobre o vocalista do Ratos de Porão é antiga.

“Desde aquela época (do GP de Fórmula 1 do Brasil no começo dos anos 1990), já achava que o João tinha muito mais a dizer do que a imagem dele dava a entender. Deve fazer uns 10 anos desde que falei para ele fazer um livro. Há uns 3 anos ele me ligou e falou para a gente fazer o livro. Foi uma sugestão minha de fazer em primeira pessoa, ele conta histórias muito bem, de um jeito muito engraçado”, finaliza o jornalista.

 

 

(Fontes: Brasileiros e Jornal Folha do Estado de S. Paulo)

 

 

 

 

 

Idealizador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Viciadíssimo em música brasileira. Apaixonado pelo Brasil e pelos seus grandes artistas.

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