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Artes Plásticas

Artista plástica, Edna Carla Stradioto, faz séries de ilustrações das mais variadas expressões e sentimentos de seu filho adolescente

Matheus Luzi

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Sem delongas, abaixo, você confere o texto que a própria artista, Edna Carla Stradioto nos enviou, para entender melhor sua escolha pelo “modelo”.

 

“Algo me diz que acabo de começar a série de aquarelas que vai me definir como artista plástica. Depois de uma longa temporada pintando paisagens – falando sério, não faz tanto tempo, mas foi um período de intensa produção; eu acredito que tenha sido algo em torno de 100 aquarelas em sete meses, só para o tema “capim” – eu precisava de uma motivação maior do que minha paixão pelo Capim dos Pampas. Além disso, estava com muita vontade de voltar aos retratos. Então, foi uma decisão fácil: escolhi pintar meu filho. 

Parece que isso aconteceu racionalmente, mas não foi o caso. Ele é adolescente, passa pela fase das confusões inerentes à idade. E eu me sinto um fracasso como mãe. Embora eu saiba que é um período de transição da vida, tudo que posso fazer é oferecer meu amor incondicional. Durante este processo, tenho tentado estar ao seu lado, prestando atenção aos seus sentimentos, e comecei a notar todas as suas expressões; eu me vi em uma espécie de olhar de admiração que as pessoas possuem quando ficam maravilhadas. Eu me confrontei com várias facetas dele e achei que seria adorável homenageá-lo através das aquarelas. Senti que era o momento de mostrar para ele como eu havia melhorado como artista plástica, mas principalmente, retratar como eu o vejo, como ele é lindo, e como é maravilhosa cada expressão que ele faz. 

 

 

Eu sou a mãe dele, então, obviamente, eu o acho lindo. Ele é meu masterpiece. E ter começado essa série vai me ajudar muito a alcançar um patamar, muito pessoal, de onde eu quero chegar como aquarelista. Cada pintura é um novo desafio, parece que estou começando do zero. Sinto-me incapaz de captar a doçura de olha dele, a melancolia dolorosa do semblante mais sério ou o sorriso meigo-travesso que ele tem. Escolhi que as primeiras pinturas teriam o cabelo desalinhado, descabelado e desgrenhado; isso é uma poderosa metáfora sobre a vida. Eu gosto das linhas e contornos de pinceladas dando movimento ao cabelo e vida à composição. A principal característica da série está nas boas vibrações que meu filho transmite. Ele é um cara legal e amigável, uma pessoa muito discreta, e esta é a razão pela qual eu escolhi o nome de Halo para a série. Eu tento mostrar o quanto ele é especial.

Estou muito feliz com primeiras aquarelas e, confesso, tenho vontade de pintar sem parar. Ele é um motivo novo a cada pintura, um desafio sem fim, e eu sou a aquarelista que quero fazer uma pintura à altura da beleza do meu filho. Ele não é lindo?”

 

Para ver mais outras 6 ilustrações da série, clique aqui.

 

 

 

 

 

 

Idealizador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Viciadíssimo em música brasileira. Apaixonado pelo Brasil e pelos seus grandes artistas.

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